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7 medidas de impacto, indicadas pela AHA, para reduzir a mortalidade

250-BANNER3Bons hábitos e um estilo de vida saudável são compromissos que qualquer pessoa gostaria de ter. Nos dias de hoje, somos bombardeados por todos os lados a respeito de mudanças desses hábitos e o impacto que podem trazer na saúde e bem estar.

A American Heart Association (AHA) estabeleceu que até 2020 todos os médicos adotem metas específicas de impacto em redução de mortalidade junto a seus pacientes.

Sete parâmetros foram traçados como principais dentro dessas metas:

  1. Cessar tabagismo;
  2. IMC: 18,5 a 24,9 kg/m2, sendo < 22 o índice considerado mais satisfatório;
  3. Atividade física regular: Ao menos 150 min/semana de exercício de moderada intensidade  (caminhada rápida) ou 75 min/semana de exercícios de alta intensidade;
  4. Hábitos alimentares: Dieta balanceada, baseada nos guidelines do AHA e recomendações nutricionais*1;
  5. Pressão arterial: < 120 x 80 mmHg;
  6. Controle lipídico: Colesterol Total < 200 mg/dL, HDL > 40 mg/dL (homens) e 50 mg/dL (mulheres) e LDL < 100 mg/dL;
  7. Glicemia de jejum: < 100 mg/dL.

Segundo uma análise do National Health and Nutrition Examination Survey,  pacientes que mantiveram ao menos 5 dos 7 parâmetros sob  controle tiveram redução de até 78% no hazard ratio para morte por todas as causas. Quatro fatores  aparentam ser os de maior impacto: atividade física, cessar tabagismo, dieta balanceada e manutenção do peso, evidenciou o estudo Low-risk lifestyle, coronary calcium, cardiovascular events, and mortality: results from MESA.

Facilmente percebemos que a maior parte dos objetivos estabelecidos pelo AHA são alcançados apenas com mudanças nos hábitos de vida.

“A very short list of lifestyle practices has a more massive influence on our medical destinies than anything else in all of medicine” afirmou o  Dr David Katz, director of the Yale University Prevention Research Center and president of the American College of Lifestyle Medicine ao MedScape.

Mudanças no estilo de vida possuem impacto não apenas físico. É de conhecimento comum que a prática regular de exercícios físicos, dieta balanceada e o abandono do tabagismo modificam o comportamento do indivíduo, assim como sua relação com o meio e com a sociedade, traz ânimo, aumenta o rendimento em atividades diárias e a auto-estima. Sem esquecermos que, ao contrário da opção medicamentosa, hábitos saudáveis costumam ser mais baratos e sem efeitos colaterais.

O desejo do paciente é a pedra fundamental na adoção destes hábitos saudáveis. Precisa-se tatear a vontade misturada com o comprometimento na adoção das mudanças.

Muitos médicos não se permitem gastar alguns minutos a mais valorizando a importância dessas mudanças de hábitos. Isto não ocorre por falta de vontade ou desinteresse. Na maior parte dos casos, ocorre porque em poucos momentos durante a formação médica somos colocados a praticar estratégias de convencimento e motivação.

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Uma das principais virtudes que um médico deve apresentar é a capacidade  de convencer o paciente. O ato de cativar outro ser humano com o objetivo terapêutico pode parecer muito lógico. Porém, entenda que existe um enorme abismo entre o que é dito pelo médico, compreendido pelo paciente, aceito e, por último e mais desafiador, adotado como comportamento. Não me refiro apenas na aderência à terapêutica medicamentosa – o que é extremamente frustrante na medicina – mas, principalmente, às mudanças no estilo de vida. Isto porque pessoas estão fielmente ligadas a seus hábitos cotidianos, e, mesmo que maléficos, qualquer mudança nestes hábitos parece estar distante de sua realidade. Assim como o sentimento de invencibilidade que todo ser humano possui. Isto  é:  coisas ruins só ocorrem com os outros.

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*1. Recomendações Nutricionais da AHA: http://circ.ahajournals.org/content/121/4/586.long)

Lloyd-Jones DM, Hong Y, Labarthe D, et al; American Heart Association Strategic Planning Task Force and Statistics Committee. Defining and setting national goals for cardiovascular health promotion and disease reduction: the American Heart Association’s strategic impact goal through 2020 and beyond. Circulation. 2010;121:586-613.

Ahmed HM, Blaha MJ, Nasir K, et al. Low-risk lifestyle, coronary calcium, cardiovascular events, and mortality: results from MESA. Am J Epidemiol. 2013;178:12-21.

Lifestyle Interventions: The Best Medicine You’re Not Using Christopher Labos, MD CM, MSc April 22, 2015  – Medscape.com

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