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Os melhores e piores lugares para exercer a medicina nos EUA.

 

PEBMED Convida – Agosto.

Este mês abrimos espaço para o Dr. Bernardo Schwartz, Residente de Cirurgia Geral do Rio de Janeiro, falar sobre um tópico extremamente debatido entre os médicos mais jovens o sonhado American Dream Physician Practice.  Através de uma pesquisa realizada em grandes fontes estadunidenses Dr. Schwartz  desbrava os 5 melhores e 5 piores estados para se praticar medicina nos EUA.

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Visto como referência mundial no ensino e aperfeiçoamento médico, os Estados Unidos é um dos destinos mais almejados por muitos profissionais da área, sendo que cerca de 25% destes são estrangeiros. Geralmente com o objetivo de realizar estágio, residência médica, pós-graduação ou até de fixar residência neste país, a procura desses profissionais por melhores condições de trabalho no exterior cresce diretamente relacionada à piora do cenário da saúde brasileira. Listamos abaixo os melhores e os piores lugares dos EUA para quem deseja ser médico neste país.

Melhores

#1 – Tennessee

O fato deste estado ter o segundo menor custo de vida do país e a remuneração média ser de US$279,000 faz com que se destaque nos top 5. A qualidade de vida também não deixa a desejar. Além da cena musical de Memphis, há parques temáticos, parques nacionais como o Great Smoky Mountains National Park, além de ser possível satisfazer os apaixonados por churrasco e bourbon.

As melhores cidades para se estabelecer são Franklin e Murfreesboro. Ambas oferecem bons hospitais, excelentes escolas e podem pagar cerca de US$20,000 a mais se comparadas a Nashville, local em que já possui muitos profissionais.

#2 – Mississippi

O salário chama atenção (cerca de US$275,000) e somado aos baixos impostos e custo de vida este estado se torna um dos mais atrativos da América. A cidade que se destaca é Oxford por oferecer muitas opções de atividades culturais.

#3 – Oklahoma

O vigésimo maior estado americano gratifica ao médico cerca de US$304,000 e ainda mantém a taxa de impostos abaixo da média nacional. Um dos desafios enfrentados é o fato de não haver outros profissionais de saúde, como enfermeiros, em número satisfatórios. A principal cidade a se considerar é Tulsa, que proporciona grande atividade artística e a universidade que leva seu nome.

#4 – Texas

Por ser o segundo maior estado americano, o Texas agrada pessoas de diferentes gostos climáticos e estilos de vida. Há grandes áreas metropolitanas e sistema de saúde “high-profile”. Considere a cidade de Tyler como opção. Esta reúne as vantagens das pequenas cidades com as facilidades das maiores, além de ficar a menos de uma hora e meia de Dallas.

#5 – Wyoming

Wyoming que em língua indígena significa “terra de vastas planícies” tem carência de médicos. Fato este que pode ser explicado por ser o segundo estado mais escassamente povoado dos EUA. Médicos especialistas são muito bem remunerados. A cidade de Casper conta com cerca de 60.000 habitantes, mas apesar de ser pequena tem como atrativos a beleza natural e certas amenidades urbanas.

 

PIORES

#1 – New York

É isso mesmo… A cidade de Nova York é uma das mais difíceis para exercer a medicina. Os salários se encontram US$22,000 abaixo da média nacional. O cerne do problema é o mesmo que ocorre em toda grande cidade: custo de vida elevado e excesso de profissionais.

#2 – Rhode Island

Rhode Island pode ser visto por ser um estado que está com os “pés no freio”. A economia não anda bem e isso reflete na falta de crescimento populacional e emigração de talentos. Além do médico receber 20% abaixo da média nacional o estado está no ranking dos 10 mais caros do país para se viver.

#3 – Maryland

Como em toda grande área metropolitana, o custo de vida e a quantidade elevada de profissionais não torna este estado atrativo para se trabalhar e viver. A economia tem crescimento arrastado e a cidade de Baltimore se encontra assustadoramente nas 50 cidades mais perigosas do mundo.

#4 – Massachusetts

Conhecido pela qualidade de suas instituições de saúde, este estado sofre com elevado custo de vida, impostos que pesam no bolso e salário dos profissionais da medicina abaixo da média nacional. Chelsea, cidade próxima a Boston, tenta resistir ao alastramento da heroína e aos caros custos escolares.

#5 – Connecticut

Assim como em outros estados desta desanimadora lista, Connecticut também apresenta alto custo de vida (45% mais caro que a média) e salários pouco interessantes. Cerca da metade de seus habitantes não estão satisfeitos com a vida aqui. Hartford tem altos índices de criminalidade e poucas oportunidades de emprego e um terço da população desta cidade sofre com a pobreza.

 

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Sendo assim, percebemos que o gramado do vizinho nem sempre é tão mais verde. Na busca por salários mais vantajosos e melhores condições de trabalho, podemos nos deparar com situações não tão animadoras como esperávamos. Uma mudança de rumo na profissão exige pesquisa, planejamento, paciência e dinheiro para arcar com os custos dessa escolha. O mais importante nisso tudo é estar convicto da decisão e preparar-se para as dificuldades que virão. E elas virão. Por vezes podemos experimentar o fato de não trabalharmos na área de atuação ou no local que gostaríamos pelo menos no início. Entretanto, todo esse movimento pode ser muito benéfico na descoberta de um cenário mais estimulante, menos frustrante e mais recompensador do que aquele que por muitas vezes testemunhamos na nossa rotina.

Para maiores informações:

 

Referências Bibliográficas:

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