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Consumo de álcool aumenta o risco para câncer

O consumo excessivo de álcool é um dos grandes problemas no mundo. O Brasil está entre os 10 países Americanos que mais consomem álcool per capita por ano, , segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A OMS estima que ocorram 3,3 milhões de morte por ano relacionadas ao consumo de álcool. Isto quer dizer que 6% das mortes do mundo tiveram o álcool como fator causal, mesmo que parcialmente.

Consumir bebidas alcoólicas moderadamente, tornou-se um mantra comum no século 21 para justificar o consumo “saudável”. Porém, quando relacionamos ao risco de câncer, o consumo de álcool não parece seguro.

Um estudo americano, realizado com 155.000 profissionais de saúde e publicado no British Medical Journal (BMJ), apontou que o consumo leve a moderado de álcool, < 15 g/dia para mulheres e < 30 g/dia para homens, está associado ao aumento discreto, não significativo, no risco de câncer. Esse risco foi relacionado a populações especificas e aumentou significativamente quando o hábito de tabagismo estava associado ao consumo de bebidas alcoólicas.

Por fim, concluiu-se que mulheres possuem risco mais elevado de câncer do que os homens quando falamos em um consumo leve a moderado de álcool, mesmo na ausência de tabagismo.

Estudos relacionando o consumo de bebidas alcoólicas e câncer já ocorrem há vários anos. Os principais órgãos acometidos são: boca, laringe, esôfago, fígado, cólon-reto e mama. Sabemos também que a dose e o tempo de consumo são fatores diretamente proporcionais ao risco para se ter essas neoplasias. E por isso, a maior parte destes estudos abordavam pacientes com ingestas elevadas por longos períodos.

A grande reflexão do estudo publicado no BMJ é que pacientes com história familiar de câncer devem reduzir de maneira extrema, ou mesmo evitar, o consumo de bebidas alcoólicas com o objetivo de reduzir o risco de neoplasias.

Em uma geração que preza a cada dia por resgate de hábitos saudáveis, onde o tabagismo e o consumo de gorduras estão cada vez mais sendo atacados no hábito social, o álcool persiste como algo normal na maior parte das sociedades. Precisamos rever o impacto, não apenas em neoplasias, mas como nas diversas doenças e problemas sociais relacionadas ao consumo do álcool

 

Referências:

  1. Light to moderate intake of alcohol, drinking patterns, and risk of cancer: results from two prospective US cohort studies
  2. Rehm J, Shield K. Alcohol consumption. In: Stewart BW, Wild CB, eds. World Cancer Report 2014. Lyon, France: International Agency for Research on Cancer; 2014.
  3. Alcohol drinking. IARC Working Group, Lyon, 13­20 October 1987. IARC Monogr Eval Carcinog Risks Hum. 1988;44:1­378. Abstract

 

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