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7 Mitos e verdades sobre as doenças respiratórias

 

Como médicos, somos constantemente indagados sobre os riscos de adoecimento e sobre como se comportar diante de doenças respiratórias como resfriado ou gripe. Neste momento, confrontamos nosso conhecimento científico com a crença popular, que nos foi transmitida por pais e avós. E, muitas vezes, ficamos perdidos entre o que de fato é comprovado pela ciência e o que não passa um mito. Pensando nisso, organizamos nesta reportagem os principais mitos e verdades relacionados a doenças respiratórias que “adoramos” ouvir de nossos pacientes e familiares, analisando-os a luz da ciência.

 

  1. Doenças respiratórias são mais comuns no inverno: Verdadeiro:

Dois fatores explicam o por quê desta simples constatação epidemiológica. Durante o inverno, as pessoas tendem a permanecer mais aglomeradas em lugares fechados, o que facilita a propagação de germes, e, especialmente, vírus como o da gripe. Também contribui para isso o ar mais seco, que aumenta a concentração bacteriana e de ácaros, grandes vilões das doenças respiratórias alérgicas como a asma. Porém se a vovó afirmar que o frio é que causou a doença, isso é apenas um mito.

 

  1. O ar condicionado pode causar doenças respiratórias: Verdadeiro:

Vários fatores contribuem para este fato: o ar frio e seco tende a ressecar a mucosa protetora e facilitar a entrada de patógenos; o ar mais seco, como já explicado, favorece a proliferação bacteriana; ambientes com ar condicionado são fechados e pouco arejados; e, por fim, circuitos antigos do ar condicionado podem acumular fungos e bactérias.

 

  1. Bebês são mais susceptíveis a infecções respiratórias: Verdadeiro:

Bebês e crianças pequenas são mais susceptíveis por não apresentar um sistema imunológico desenvolvido. Na verdade, os resfriados e infecções que as crianças apresentam nos primeiros anos de vida contribuem para o desenvolvimento de um sistema imunológico resistente no adulto.

 

  1. Tomar sorvete no inverno aumenta o risco de doenças respiratórias: MITO!

O sorvete está longe de ser o vilão e seu consumo no inverno não tem relação alguma com doenças respiratórias. Agora imagine como é difícil para o pediatra convencer os pais de seus pacientes!

 

  1. Praticar atividades físicas ajuda a evitar doenças respiratórias: MITO!

A prática de atividade física não evita o contagio, que, como já explicamos, ocorre pelo contato com vírus e bactérias. No entanto, praticantes de atividades físicas por apresentarem uma vida equilibrada e mais saudável, tendem a reponder melhor a infecções, e infecções respiratórias tendem a ser mais brandas.

 

  1. Alergia e doença respiratória é a mesma coisa: MITO!

Doenças alérgicas e doenças respiratórias são dois grupos de doenças completamente distintos. A confusão se estabelece pelo fato de doenças alérgicas como rinite e asma desencadearem frequentemente quadros respiratórios. No entanto, são quadros de fisiopatologia e tratamento distintos.

 

  1. Beber chá quente ajuda a combater doenças respiratórias: MITO!

Guardamos o melhor para o final, afinal, a quem nunca foi oferecido um chá quente para tratar a gripe. Por mais que a vovó afirme que o chá vai ajudar, não há nenhuma comprovação científica de que isso seja verdade. No entanto, o vapor quente do chá tende a promover um maior conforto especialmente da congestão nasal nas rinossinusites. Agora tente convencer a vovó disso!

 

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