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Zika: Transmissão sexual e os jogos olímpicos

Na última terça-feira (02 de fev. 2016) o CDC (Center for Disease Control and Prevention), maior órgão de controle de doenças dos EUA, confirmou um caso de infecção pelo Zika vírus com transmissão por via sexual. O paciente, morador do Texas, se infectou após manter relações sexuais com uma pessoa que havia retornado da Venezuela.

Em 2015 o CDC já havia publicado um relatório, que apontava a presença do vírus no esperma de pacientes contaminados durante a epidemia de 2013 na Polinésia Francesa.

Esta descoberta apenas aumenta as preocupações a respeito da epidemia que se espalha pelas Américas, afetando 23 países, e colocando os governos e a OMS em alerta máximo.

A grande preocupação das autoridade é a associação com casos de microcefalia em recém nascidos de gestantes que habitam regiões endêmicas do Zika. No Brasil foram registrados mais de 4800 casos suspeitos de microcefalia (404 já confirmados) em áreas acometidas pelo Zika no Brasil. Este dado apenas aumenta o medo do impacto que disseminação desta epidemia pode causar em todo o mundo.

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Ontem o ministério da saúde anunciou a detecção de um caso por transfusão sanguínea. O caso ocorreu em campinas após um paciente baleado receber diversas transfusões. Aumentando os precedentes de transmissão.

A nova preocupação dos cientistas internacionais é com os jogos olímpicos que aconteceram este ano, em agosto, no Rio de Janeiro. São esperados ao menos 500.000 pessoas durante o período o que poderia disseminar ainda mais a doença pelo mundo e colocar em risco visitantes do sexo feminino que estejam em idade fértil. Hoje acredita-se que existam 1.5 milhões e brasileiros contaminados com o Zika.

A prevenção de novos casos de Zika está relacionada a redução na população do mosquito vetor, prevenção de novas picadas em pacientes contaminados, e, com a nova descoberta do CDC, a conscientização populacional de que deve-se evitar o contato sexual, utilizando preservativos, com pessoas potencialmente contaminadas.

A epidemia é uma realidade e precisamos lidar com ela diariamente no diagnóstico, tratamento e aconselhamento de pacientes. O controle desta epidemia é responsabilidade das autoridades, porém com certeza todos os profissionais de saúde possuem um papel central nesta batalha.

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Referências:

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