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Passo a passo diagnóstico para anafilaxia na emergência

Nesta semana na sessão:  conteúdos compartilhados do Whitebook Clinical Decision, apresentamos o passo a passo diagnóstico para anafilaxia na emergência.

Este conteúdo deve ser utilizado com cautela, e serve como base de consulta. Este conteúdo é destinado a profissionais de saúde. Pessoas que não estejam neste grupo não devem utilizar este conteúdo.

250-BANNER4Manifestações Clínicas: Apresenta-se com manifestações isoladas ou em combinação envolvendo diversos sistemas, podendo incluir:

Pele: Eritema, prurido, urticária e angioedema;

Gastrointestinal: Náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal;

Cardiovascular: Síncope, tontura, hipotensão e choque;

Vias aéreas: Estridor, disfonia, rouquidão ou dificuldade de falar, rinoconjuntivite, edema de glote e broncoespasmo;

Outros: Convulsões e morte súbita.

Critérios diagnósticos – I ou II ou III caracterizam anafilaxia

I: Início súbito de sintomas envolvendo pele, mucosas ou ambos e mais um dos seguintes:

  • Acometimento de vias respiratórias;
  • Hipotensão ou sintomas de hipotensão.

II: Dois ou mais dos seguintes:

  • Envolvimento de pele/mucosas;
  • Acometimento de vias respiratórias;
  • Hipotensão ou sintomas de hipotensão;
  • Sintomas gastrointestinais persistentes.

III: Hipotensão após exposição a um alérgeno conhecido do paciente.

Exames complementares: O diagnóstico é meramente clínico. Alguns pontos podem ser levados em conta:

  • História prévia de sintomas semelhantes: Recorrência de uma manifestação alérgica localizada;
  • Definição do agente causal: Interrogar minuciosamente os principais agentes causadores de anafilaxia;
  • Inventário: Todas as medicações utilizadas pelo paciente devem ser listadas e deve-se tentar estabelecer uma relação temporal entre o uso e quadro;
  • Reação anafilactoide: Não é importante estabelecer a diferença.
Diagnóstico diferencial

I: Hipotensão, dispneia ou síncope:

  • Arritmias cardíacas;
  • Infarto agudo do miocárdio;
  • Sepse;
  • Hipovolemia;
  • Aspiração de corpos estranhos;
  • TEP;
  • Hipoglicemia.

II: Aumento endógeno da histamina:

  • Mastocitose;
  • Urticária pigmentosa;
  • Peixe contaminado com histamina.

III: Eritema difuso:

  • Síndrome carcinoide;
  • Uso de clopropamida;
  • Carcinoma medular de tireoide;
  • Epilepsia com manifestações autonômica;
  • Climatério;
  • Eritema facial idiopático.

IV: Causas não-orgânicas que simulam anafilaxia:

  • Reação vaso-vagal;
  • Alergia factícia;
  • Síndrome do pânico;
  • Disfunção das cordas vocais.

V: Urticária e angioedema:

  • Angioedema hereditário;
  • Uso de IECA;
  • Urticária crônica.

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Este conteúdo foi desenvolvido por médicos, com objetivo de orientar médicos, estudantes de medicina e profissionais de saúde em seu dia-a-dia profissional. Ele não deve ser utilizado por pessoas que não estejam nestes grupos citados, bem como suas condutas servem como orientações para tomadas de decisão por escolha médica. Para saber mais, recomendamos a leitura dos termos de uso dos nossos produtos.

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