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Photo credit: Esparta via Visual Hunt / CC BY
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Novo surto de H1N1 pode se espalhar no inverno

250-BANNER5Um novo surto de H1N1 começa a se espalhar no estado de São Paulo. O estado já possui 280 casos com 38 mortes desencadeadas por complicações respiratórias. Este subtipo do vírus influenza está despertando o alerta dos médicos e secretarias de saúde devido a circulação precoce neste ano. Em 2015 foram 141 casos registrados com 36 mortes.

Usualmente os surtos de grupe ocorrem entre maio e julho, porém este anos os primeiros casos foram registrados ao final do verão. A principal hipótese é que o vírus tenha sido trazido por brasileiros que viajaram para regiões frias do hemisfério norte, onde o vírus já circula.

Devido ao surto iniciou-se um processo de vacinação extra no interior do estado de São Paulo, onde estão presente a maior parte dos casos de H1N1 registrados este ano. Serão mais de 320 mil pessoas vacinadas em 67 cidades diferentes. O foco da vacinação é a população mais susceptível, como: crianças, gestantes, pacientes com doenças crônicas e idosos.

Leia mais sobre o H1N1 em: Uma técnica avançada para salvar um paciente com gripe suína

A grande preocupação é a disseminação deste surto, tornando-se uma epidemia no inverno, período de maiores aglomerações, e que superlote as emergências públicas e privadas. Desta maneira, diversos hospitais de São Paulo já começam um planejamento para controle do fluxo dos pacientes com suspeitas de estarem infectado pelo vírus H1N1.

O vírus H1N1, um subtipo da Gripe A, causa sintomas comuns semelhantes com os de gripe comum e outras síndrome virais, com o diferencial de apresentar mialgia intensa, cefaleia e coriza. Entretanto, o principal objetivo é impedir o desenvolvimento de complicações sendo a principal a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)

DEFINIÇÃO DE CASO DE SÍNDROME RESPIRATÓRIA AGUDA GRAVE (SRAG)

Indivíduo de qualquer idade com doença respiratória aguda caracterizada por febre superior a 38ºC, tosse E dispneia, acompanhada ou não de manifestações gastrointestinais ou dos sinais e sintomas abaixo:

  1. Aumento da frequência respiratória (> 25 IRPM – Incursões Respiratórias por Minuto);
  2. Hipotensão em relação à pressão arterial habitual do paciente;
  3. Em crianças além dos itens acima, observar também: batimentos de asa de nariz, cianose, tiragem intercostal, desidratação e inapetência.

Protocolo De Manejo Clínico E Vigilância Epidemiológica Da Influenza – Ministério Da Saúde

Em 2009 houve uma pandemia do vírus, sendo decretado um estado de alerta mundial pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No período entre abril de 2009 e agosto de 2010 ocorreram 18.500 mortes de pacientes com H1N1 em todo o mundo. No Brasil foram diagnosticados 50 mil casos com mais de 2 mil mortes.

Os números deste ano podem ser ainda piores, já que apenas os casos graves, surtos e óbitos são de notificação obrigatória. O movimento do sistema de saúde é para prevenção de casos e evitar o desenvolvimento de casos graves em grupos de risco: crianças de 6 meses a 5 anos, trabalhadores de saúde, gestantes, puérperas, povos indígenas, idosos, funcionários do sistema prisional, portadores de doenças crônicas ou outras comorbidades clínicas.

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Referências:

  1. Mary E. Wilson et al. Global Mortality from 2009 Pandemic H1N1 Influenza Lancet Infect Dis 2012 Jun 26. Viboud C and Simonsen L. Lancet Infect Dis 2012 Jun 26.
  2. São Paulo pede para governo federal antecipar vacinação contra a gripe – http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2016/03/sao-paulo-pede-para-governo-federal-antecipar-vacinacao-contra-gripe.html

 

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