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Médicos lançam campanha para evitar ‘overdose’ de exames em pacientes

250-BANNER4Sociedades médicas do Brasil, especificamente de Cardiologia e Medicina de Família, estão implantando em nosso país uma campanha que já acontece em outros lugares do mundo e tem como intuito evitar os riscos da chamada “epidemia de diagnósticos”.

 

Iniciada nos EUA, a campanha ‘Choosing Wisely’ (escolhendo com sabedoria) se dá pelos exames em grande quantidade que são pedidos por alguns médicos, podendo causar danos em determinados pacientes. Baseado principalmente nesse fatos,  André Volschan, coordenador do Centro de Estudos do Hospital Pró-Cardíaco, no Rio de Janeiro, é um dos entusiastas.

 

“Com exames mais sofisticados, os diagnósticos e tratamentos aumentaram. Mas a mortalidade não caiu para nenhum tipo de câncer, nem para doenças cardiovasculares, segundo pesquisas. Certos procedimentos têm efeitos colaterais piores que algumas formas das doenças.” Afirmou.

 

Mas existe também quem entenda que esse não é o melhor caminho. O presidente da Sociedade Brasileira de Patologia, Clóvis Klock, acredita na importância dos diferentes exames em determinados casos.

 

“Temos que trabalhar com o máximo possível de prevenção, especialmente a do câncer. Falsos positivos são evitados com investigações posteriores mais complexas, como biópsias.” Argumentou.

 

Esclarecimentos sobre o programa
O principal objetivo dos idealizadores, que ganhou apoio da Fundação Oswaldo Cruz, não é a imposição, mas sim estimular os médicos pelo país a criarem suas listas de procedimentos a serem evitados.

 

“O excesso é uma forma que alguns profissionais têm de parecerem competentes. É também uma questão mercantilista. Vivemos de procedimentos realizados. Às vezes, a remuneração por exame é baixa, então muitos são pedidos, o que é uma distorção.” Opinou o cardiologista Luís Cláudio Correia, do Hospital São Rafael, em Salvador.

 

Correia, um dos responsáveis por trazer os conceitos do ‘Choosing Wisely’ para o Brasil, completou dizendo:
“Precisamos ser mais científicos, o que requer a humildade de reconhecer que não temos controle sobre o destino, mas capacidade de reduzir a probabilidade de eventos adversos.” Concluiu.

 

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Uma das saídas é o bom relacionamento médico paciente, nós da PEBmed já abordamos o assunto aqui: Leia mais! Em entrevista para o nosso blog, o Dr. Celso Murad, Vice Corregedor do Conselho Federal de Medicina (CFM), exemplificou a situação: “Temos que entender o paciente como objeto de direito.”

 

Fonte: Portal Globo de notícias.

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