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Fatores para um desfecho positivo em um afogamento

250-BANNER5Quem já presenciou um afogamento sabe o quão dramática é esta situação. Vivemos em um país com um litoral de mais de 7.000 km, onde o hábito de frequentar piscinas, rios, represas e cachoeiras é comum.

Segundo dados do último boletim de afogamentos publicados pelo Dr. David Szpilman, maior especialista brasileiro em salvamentos aquáticos, SOBRASA – Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático, o Brasil é o terceiro país do mundo em número de afogamentos. Além disso, outros dados importantes incluem:

  • A cada 84 minutos um brasileiro morre afogado
  • Homens morrem 6x mais que mulheres, e a região com maior número de mortes é o Norte do Brasil
  • Mais da metade dos óbitos ocorrem até os 29 anos
  • 75% dos óbitos ocorrem em rios e represas

Compreender fatores relacionados aos afogamentos é fundamental para qualquer médico e profissional de saúde brasileiro.

Uma recente meta-analise e revisão sistemática publicada no Journal of the European Resuscitation Council (JERC) identificou os principais fatores disponíveis, para equipes de resgate na cena de um afogamento, para prever desfechos favoráveis para sobrevivência.

Vinte e quatro estudos, publicados entre 1979 e 2015, foram analisados. Os estudos selecionados eram coortes e caso-controle, e continham dados como tempo de submersão, idade, temperatura e grau de salinidade da água, tempo de resposta da equipe de emergência e sobrevivência e/ou analise dos desfechos neurológicos.

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O fator preditor mais importante foi o tempo de submersão. A meta analise apontou que o desfecho positivo em sobrevivência estava diretamente associado ao menor tempo de submersão. Tempos menores de que ≤5–6 min: RR = 2.90; (95% IC: 1.73 – 4.86); ≤10–11 min: RR = 5.11 (95% IC: 2.03 – 12.82); ≤15–25 min: RR = 26.92 (95% IC: 5.06 – 143.3).

Outros fatores positivos foram o menor tempo para chegada de equipe de emergência e água com maior nível de sal. Não houve diferença quanto a faixa etária, temperatura da água, ou eventos com testemunhas ou sem.

O estudo concluiu que o tempo submerso é o principal fator associado ao desfecho do afogamento. Sendo assim vítimas submersas menos de 5 minutos apresentam alta chance de sobrevivência com boa resposta neurológica, enquanto vítimas submersas mais de 25 minutos apresentam um desfecho invariavelmente fatal. Com esta informações equipes de salvamento podem decidir quando devem expor as suas vidas em um salvamento de uma vítima de afogamento.

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