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Vacina contra Alzheimer pode começar a ser testada em humanos em 3 a 5 anos

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Pesquisadores dos EUA e da Austrália desenvolveram uma nova vacina contra o Alzheimer, que já pode começar a ser testada em pessoas nos próximos 3 a 5 anos. A fórmula afeta proteínas do cérebro que desempenham papéis importantes no desenvolvimento e progressão da doença.

Em pacientes com Alzheimer, proteínas beta-amilóide formam placas e se agrupam no cérebro, enquanto as proteínas tau formam emaranhados na região. Acredita-se que essas placas e emaranhados interrompem a sinalização entre as células nervosas e contribuem para sua morte. A vacina desenvolvida pelos pesquisadores gera anticorpos que agem em cima dessas duas proteínas.

Em relatório para a Scientific Reports, os especialistas descreveram como a vacina estimula a resposta de anticorpos para as proteínas do Alzheimer, e tem se mostrado segura e eficaz nos testes com ratos e tecido cerebral humano.

Desenvolvimento da vacina

Os pesquisadores passaram décadas procurando maneiras de prevenir e tratar o Alzheimer. Entre 2002 e 2012, mais de 400 ensaios clínicos foram realizados em todo o mundo, mas apenas uma nova droga, que induz alívio a curto prazo, foi desenvolvida. Por causa desse desempenho ruim, o National Institute of Health investiu mais de 1 bilhão de dólares em 2016 para pesquisas relacionadas ao Alzheimer.

Desse financiamento, surgiu a nova droga, composta da combinação das vacinas MultiTEP e ADVAX. A equipe explica que a abordagem MultiTEP gera boas repostas dos anticorpos às proteínas beta-amilóide e tau, de forma independente ou em conjunto, enquanto a ADVAX é uma vacina adjuvante que aumenta ainda mais a resposta dos anticorpos.

No estudo, os pesquisadores descobriram que a nova fórmula foi eficaz e bem tolerada em modelos de ratos com Alzheimer, sem relatos de reações adversas. Ela também foi capaz de direcionar as proteínas do tecido cerebral de pacientes com a doença. Os resultados sugerem que será possível imunizar pacientes nas fases iniciais da doença, ou mesmo pessoas em risco, usando a vacina anti-beta-amilóide. E se a doença progredir, usar a anti-tau para aumentar a eficácia.

Caso a vacina continue mostrando resultados positivos nos ensaios pré-clínicos, os pesquisadores preveem que os testes em humanos possam começar dentro de 3 a 5 anos.

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Tratamento e prevenção

Enquanto a vacina ainda não tem perspectiva de estar pronta para uso clínico, é importante orientar seu paciente a procurar um médico quando sentir possíveis sintomas e, mais ainda, prevenir.

“Porque hoje sabemos que alguns componentes, em algum grau na doença do Alzheimer, podem ser prevenidos cuidando dos fatores de risco cardiovasculares, que são semelhantes aos fatores que previnem AVC isquêmico. Cuidando das mudanças no estilo de vida, na alimentação, pressão alta, colesterol alto, diabetes (se o paciente já tiver, tratá-los), fazer atividade física e evitar estresses”, lembra o Dr. Henrique Cal, Neurologista e Coordenador do Beep Saúde.

Além disso, Dr. Henrique também destaca a relação entre dormir bem e o desempenho cognitivo. “É cada vez mais importante cuidar do sono também, porque ele está muito relacionado ao desempenho cognitivo no futuro. Uma noite bem dormida ajuda, em algum grau, a preservar essa função cognitiva”.

Por ultimo, outro aspecto claramente demonstrado que ajuda a diminuir o grau de Alzheimer é a chamada reserva cognitiva. Isso significa cultivar não só os anos de educação formal, mas também o intellectual leisure.

“Mais anos de educação formal (colégio, faculdade, pós-graduação, etc) ajudam a formar a chamada reserva cognitiva. Se dois pacientes tiveram o mesmo grau de Alzheimer, o mais instruído terá melhor desempenho clínico, ou seja, a doença o afetará menos. Então, tanto essa reserva cognitiva no sentido de educação formal, quanto a reserva cognitiva relacionadas ao intellectual leisure (atividades informais de leitura e hobbies como música, pintura, etc) são importantes enquanto a vacina não está propriamente desenvolvida. Orientar seus pacientes a cultivar bons hábitos de saúde física e intelectual”, finaliza Dr. Henrique.

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Referências: http://www.medicalnewstoday.com/articles/311731.php

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