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Infecção urinária em crianças: demora no tratamento gera cicatrizes renais

250-BANNER3Atrasar o início da antibioticoterapia em crianças com infecção do trato urinário febril pode contribuir para formação de cicatrizes renais, de acordo com um novo estudo feito pela Pediatrics.

Pesquisadores analisaram dados de 482 crianças (idades entre 2 e 72 meses), a partir de dois estudos longitudinais que acompanharam crianças com a primeira ou segunda infecção urinária. Em geral, 78% das crianças tinham um diagnóstico de refluxo vesicoureteral, que aumenta o risco de infecção do trato urinário. No momento da internação, os médicos perguntaram aos pais a duração da febre de seus filhos antes do início da terapia antibiótica.

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A cintilografia renal com o DMSA foi avaliada no início do estudo e novamente no 24º mês de acompanhamento ou de 3 a 4 meses após a retirada do estudo. Os pesquisadores definiram novas cicatrizes renais como “a presença de áreas fotopênicas, além de alterações no contorno do DMSA, que não estavam presentes anteriormente”.

Os autores do estudo descobriram que, em geral, 35 (7,2%) crianças tinham evidência de novas cicatrizes renais no resultado do DMSA, e observaram uma associação entre cicatriz renal e início da antibioticoterapia. A duração média da febre em crianças com cicatriz renal foi de 72 horas, em comparação com 48 horas entre as crianças sem cicatriz renal (P = 0,003).

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Essa associação permaneceu mesmo após o ajuste de fatores como idade, etnia, história de infecção do trato urinário e organismo infectado. Após ajustar outras variáveis, os pesquisadores estimaram que um atraso de 48 horas ou mais aumentaria as chances de novas cicatrizes renais em cerca de 47%.

Esses resultados concordam com os estudos anteriores em populações semelhantes de pacientes e apoiam a hipótese de que a demora no início da terapia antimicrobiana e o desenvolvimento de cicatrizes renais estão relacionados.

Os pesquisadores ressaltam que um dos desafios é que as regras de predição clínica atualmente usam a duração da febre como um critério para avaliar o risco do paciente com infecção do trato urinário, sugerindo que isso pode resultar em diagnóstico e intervenção tardia.

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