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MATRIX

Com vocês… a Sala Vermelha

banner250x250O mundo presenciou nesse dia 05/08/16, no Maracanã, o show que os smartphones deram na abertura dos Jogos Olímpicos Rio 2016. Muito irado, não? Legal ver como estamos conectados hoje, em um ambiente completamente virtual, digital e informatizado! Basta olhar a febre que o Pokémon Go, os óculos e vídeos de realidade virtual em 360º espalhados por Facebook, YouTube e todas as outras mídias.

Existem muitas formas de agrupar os períodos da nossa história. Uma delas divide o tempo em três grandes Eras: Agrícola, Industrial e Digital. Estaríamos nós na Era Digital?

A resposta óbvia surge involuntariamente na nossa mente e grita: “Claro que sim!”

Mas, na verdade, muitos já chamam o período que nós vivemos de Era Pós Digital! Sim, uma era posterior a toda essa fantástica revolução tecnológica, que começou lá atrás com os saudosos Personal Computers (PCs), e que tem hoje, como protagonistas, os smartphones. Através desses “portais” – os smartphones – a gente se conecta com uma verdadeira Matrix, um mundo completamente virtual e encantador. Esses “capacitores de informações” estão mudando nosso mundo, e o que antes era impensável, agora já é possível: realizar uma dermatoscopia, oftalmoscopia e até mesmo uma ultrassonografia em qualquer lugar que você vá!

Se você está no sufoco e na dúvida durante um plantão é fácil consultar a extensão do seu córtex pré-frontal e tirar suas dúvidas no Whitebook, ou até mesmo direto de alguma base de dados web. É magnífico e as possibilidades são realmente inúmeras.

Sim, “a máquina o fará por nós”!

No entanto, nesta mesma “era perfeita”, também enfrentamos a dura realidade na medicina brasileira. Estamos convivendo com um atraso de mais de 50 anos da nossa Medicina de Emergência.

Grande parte desse problema começa na nossa formação.

“Como assim, Miguel?”

É isso mesmo… Pense em uma fábrica. Nós entramos no primeiro período, o início da linha de montagem, recebemos uma avalanche de conteúdos que é despejada de forma segmentada. Anatomia, Histologia, Embriologia, Bioquímica… Parece que elas não conversam entre si! Muito menos com as matérias do ciclo profissional, que parecem querer te formar “microespecialista” em cada uma delas. Você vê um mesmo assunto repetidas vezes, em cada uma das disciplinas, porém, mais uma vez, sem conexão alguma, te “roubando” incontáveis horas preciosas por semana. E sabe o que esperam de você no final? Que você, por livre e espontânea vontade, conecte sozinho todos esses pontos e no final da linha de montagem, lá no 12º período, com dois anos de internato (ou menos), saia médico! Simples, não é?

Mas sabe qual é o maior problema de todos? O nosso mundo, ainda mais nesta era da informação, possui outra estética: é, cada vez mais, não linear, interconectado, multidisciplinar e imprevisível. Vai falar que também não é assim quando você está no hospital na frente do seu paciente? O nível de complexidade é muito diferente do que te mostraram em sala.

Isso a máquina não o fará por nós!

Tem uma frase que gosto muito do Alvin Toffler, que diz que “o analfabeto do século XXI não será aquele que não consegue ler e escrever, mas aquele que não consegue aprender, desaprender e reaprender”. E, dentro do modelo tradicional de ensino, é exatamente isso que acontece: não somos treinados para ver o todo.

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Onde entra a Sala Vermelha nisso tudo?

Nosso objetivo é aproveitar essa “alta da Matrix”, e, assim como o Cirque du Soleil juntou os melhores elementos do circo e do teatro para reinventar a forma de se fazer circo, vamos juntar os melhores elementos do cinema, do teatro, do TED, dos mestres da apresentação e sim, do ensino médico tradicional (afinal, não se despreza um grande mestre), e, com esse grupo de referências, vamos reprogramar a forma de se aprender a medicina.

No início, pretendemos atuar na Medicina de Emergência e de Cuidados Intensivos, diminuindo a defasagem entre a teoria e a prática médica, entre o básico e o profissional. Queremos transformar os melhores conteúdos médicos em uma experiência completamente diferente e, melhor: dentro do seu celular, na sua casa ou em qualquer lugar!

Caro Neo, você quer a pílula azul ou a vermelha?

Divulgação/Reprodução
(Divulgação/Reprodução)

Autor:

svmiguelbarrella

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