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Pacientes nas redes sociais estão causando problemas éticos para os médicos

Cada vez mais pessoas doentes estão usando a Internet para procurar respostas sobre sintomas e doenças, o que acaba gerando vários problemas éticos para os médicos. As redes sociais, principalmente, podem afetar a forma como pacientes interagem com os médicos e o tipo de cuidado que eles esperam, de acordo com novo artigo sobre ética publicado na revista Pediatrics.

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Para os autores do artigo, os médicos devem perguntar aos pacientes sobre o que eles leem na Internet e, em seguida, trabalhar com essa informação, já que, em algumas situações, as informações da web podem ser úteis.

Para explorar os desafios éticos gerados pela vida virtual dos pacientes, os autores examinaram um caso fictício, que mistura elementos de várias situações recentes da vida real: os pais de um menino de 10 anos de idade, hospitalizado com câncer, começam um blog. Médicos, enfermeiros e outros funcionários do hospital estavam entre os mil assinantes de seu blog.

Um ano depois que sua permanência no hospital terminou, o câncer voltou, e seus pais lançaram uma petição online, buscando acesso a um tratamento experimental, disponível apenas através de ensaios clínicos. Nenhum estudo estava aceitando novos pacientes. A petição teve 60 mil adeptos em apenas 48 horas, levando equipes de reportagem até o hospital.

Veja também: saiba como orientar seus pacientes sobre informações duvidosas na Internet

Além da pressão óbvia que isso coloca sob a equipe de médicos tentando ajudar uma criança muito doente, essa situação levanta questões éticas mais amplas sobre como as decisões de tratamento devem ser feitas. Questões de justiça também surgem, porque nem todas as famílias têm o mesmo acesso aos meios de comunicação ou habilidade no uso de comunidades online para lutar pelos cuidados que desejam receber.

Hospitais e outras instituições de saúde precisam ter políticas em vigor para lidar com situações em que as mensagens nas redes sociais dos pacientes se tornam virais e tomar medidas para responder de forma proativa. Os médicos precisam saber que serão apoiados em suas decisões de tratamento, mesmo quando estas se chocam com o que os pacientes e famílias defendem na Internet.

O caso também serve como um lembrete de que os médicos precisam trabalhar com os pacientes para manter as linhas de comunicação abertas, especialmente quando os médicos sabem que há um monte de informações imprecisas online.

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Referências:

  • Pediatrics, August 2016. Ethics Rounds: In the Eye of a Social Media Storm. Donna McKlindon, Jake A. Jacobson, Pamela Nathanson, Jennifer K. Walter, John D. Lantos, Chris Feudtner.

 

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