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Recomendações para o rastreio do câncer de pele

Uma importante declaração de recomendação foi publicada em julho deste ano no Jornal da Academia Americana de Medicina (JAMA). Serviços de prevenção dos Estados Unidos traçaram uma atualização nas recomendações quanto ao rastreio do câncer de pele.

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A estimativa, pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA), são de 80.850 casos novos de câncer de pele não melanoma nos homens e 94.910 nas mulheres no Brasil, em 2016. Esses valores correspondem a um risco estimado de 81,66 casos novos a cada 100 mil homens e 91,98 para cada 100 mil mulheres.

O carcinoma basocelular e o espinocelular são os tipos de câncer de pele mais comuns e apresentam baixíssima mortalidade. Quanto ao melanoma, sua letalidade é elevada, porém sua incidência é baixa, aproximadamente 3 mil casos novos em homens e 2.670 casos novos em mulheres (estimativa INCA, 2016). As maiores taxas estimadas em homens e mulheres encontram-se na região Sul do Brasil.

Os serviços especializados revisaram as evidências sobre a eficácia do rastreio do câncer de pele com um exame clínico visual da pele na redução da morbidade e mortalidade do câncer de pele e morte por qualquer causa; seus potenciais danos, incluindo quaisquer danos resultantes do diagnóstico e seguimento; os resultados dos testes quando realizados por um médico de cuidados primários vs um dermatologista; e se o seu uso leva a detecção precoce de câncer de pele em comparação com os cuidados habituais.

Curioso foi que após a análise de todos estes dados, concluiu-se que as evidências atuais são insuficientes para avaliar o equilíbrio entre benefícios e malefícios do exame visual da pele por um clínico para o rastreio do câncer de pele em adultos.

Sendo assim, a identificação dos fatores de risco continua sendo de grande importância na busca ativa do diagnóstico precoce do câncer de pele:

  • Pele clara / fototipos baixos
  • Uso prévio de câmaras de bronzeamento
  • História de queimaduras solares / exposição contínua
    História prévia de câncer de pele
  • Fatores específicos para tipo melanoma: presença de nevo displásico; múltiplos nevos (>50-100 nevos); história familiar de melanoma

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Não há consenso quanto a periodicidade do exame físico completo da pele. Nós, brasileiros, consideramos que, pelo menos uma vez ao ano, deve ser feito nos pacientes sem fatores de risco, e mais frequentemente nos pacientes com fatores de risco.

Para os médicos generalistas e de cuidados primários o rastreio deve ser baseado no exame clínico visual da pele, incluindo a regra do ABCDE (assimetria da lesão; bordas irregulares; heterogenecidade de cor; diâmetro > 6mm; evolução ao longo do tempo). Por fim, devemos destacar a importância do exame feito pelo Dermatologista, pois além do exame físico visual, pode realizar exames complementares, como a dermatoscopia, exame confocal e mapeamento das lesões.

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Autor:

jaqueline

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