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Você sabe fazer uma avaliação clínica da insônia?

Publicamos nesta semana a matéria: Como os distúrbios do sono estão relacionados ao AVC. Aproveitamos esse tema para trazer em nossa publicação semanal de conteúdos compartilhados do Whitebook Clinical Decision avaliação clínica da insônia.
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Este conteúdo deve ser utilizado com cautela, e serve como base de consulta. Este conteúdo é destinado a profissionais de saúde. Pessoas que não estejam neste grupo não devem utilizar este conteúdo.
Avaliação da Insônia:
  • Caracterizar a insônia (dificuldade de dormir, acorda várias vezes durante a noite, dorme pouco);
  • Avaliar os hábitos de dormir do paciente (hora que vai dormir, sente sono neste horário, costuma seguir uma rotina, mudou recentemente a rotina, a cama é confortável, o ambiente agradável);
  • Avaliar presença de efeitos da má qualidade do sono (fadiga, dificuldade de concentração, irritabilidade, indisposição, mau desempenho laborativo);
  • Avaliar presença de fatores estressantes (problemas médicos, morte na família, doença na família, saúde pessoal, estresse no trabalho e outros);
  • Avaliar uso de medicamentos que favorecem insônia (clonidina, beta-bloqueadores, antidepressivos, lamotrigina, descongestionantes nasais, estimulantes, teofilina, albuterol, corticoide, hormônio tireoidiano);
  • Avaliar consumo de cafeína, álcool e nicotina antes de dormir;
  • Rastrear o diagnóstico de “Depressão” através de duas perguntas simples: “Durante o último mês, você se sentiu para baixo, deprimido ou sem esperança com frequência? Sentiu-se frequentemente com pouco interesse ou prazer em fazer suas atividades?” Caso a resposta seja “não” para ambas as perguntas, depressão é um diagnóstico improvável, enquanto caso a resposta seja “sim” para alguma das perguntas, deve-se proceder a teste diagnóstico de depressão.
  • História Familiar: Avaliar história familiar de insônia, e insônia familiar fatal (distúrbio raro), e história de doenças psiquiátricas.

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Exame Físico

  • Pode ser útil para caracterizar achados de doenças orgânicas que predispõe a insônia, bem como diagnóstico diferencial.
  • Apneia do Sono: Examinar cabeça e pescoço a procura de: pescoço largo; tonsilas hipertrofiadas; escore de Mallampati de 3 ou 4; baixa altura do palato mole (especialmente em hipertensos e cardiopatas); língua grande; retrognatia ou micrognatia.
  • Exame cardíaco e pulmonar são fundamentais para avaliação de cardiopatias e pneumopatias como causa da insônia.

Classificação da Insônia

  • Insônia primária: Tipo mais comum; é comportamental e aprendida, sendo desencadeada por hábitos inadequados, estresse e problemas familiares, emocionais ou financeiros. Resulta em um sono de má qualidade e superficial, com duração inadequada, gerando irritação, disforia, ansiedade, cansaço e depressão.
  • Insônia secundária: Causada em sua grande maioria por doenças psiquiátricas, neurológicas, cardiovasculares e pulmonares.
  • Insônia idiopática: Distúrbio de difícil diagnóstico e tratamento, que se inicia, em geral, na infância. Sua fisiopatologia baseia-se em alterações neuronais do ciclo sono-vigília. Cansaço, irritabilidade, sono excessivo e dificuldade de manter a atenção são os principais sintomas.
Este conteúdo foi desenvolvido por médicos, com objetivo de orientar médicos, estudantes de medicina e profissionais de saúde em seu dia-a-dia profissional. Ele não deve ser utilizado por pessoas que não estejam nestes grupos citados, bem como suas condutas servem como orientações para tomadas de decisão por escolha médica. Para saber mais, recomendamos a leitura dos termos de uso dos nossos produtos.

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