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Afinal, celular causa câncer?

Inúmeros estudos continuam a produzir resultados conflitantes sobre o tema, então a pergunta permanece: usar celular aumenta o risco de desenvolver câncer? De acordo com um novo artigo finlandês, a resposta pode estar em algum lugar entre um sim e um não.

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O autor de um novo artigo finlandês coloca uma questão intrigante: e se ambas as visões, sim e não, estão corretas?

De acordo com a pesquisa, pode ser possível que a própria radiação do celular não cause câncer, mas que a exposição a longo prazo aumente o risco de desenvolver a doença quando outras causas são parte do conjunto. Essa hipótese também pode explicar a discrepância observada em estudos anteriores.

Em 2011, a Agência Internacional de Investigação do Câncer (IARC) declarou que os celulares são, possivelmente, cancerígenos. Cerca de 30 estudos epidemiológicos têm tentado avaliar a associação entre o uso de aparelhos móveis e o risco de tumores no cérebro e nas glândulas salivares.

Alguns estudos experimentais, que envolvem culturas de células e modelos animais, dão suporte à hipótese do autor: a radiação do celular por si só não causa câncer, mas pode conter propriedades “cancerígenas”. A radiação do telefone móvel aumentou o desenvolvimento de câncer em animais expostos, simultaneamente, a baixas doses de produtos químicos cancerígenos.

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Conhecimento ainda é limitado

De acordo com o autor, com base no conhecimento muito limitado disponível atualmente, parece possível que a radiação do celular não cause câncer por si só, e sim ative processos de regulação e acelere o desenvolvimento da doença.

Simultaneamente, a incidência de câncer no cérebro na população é baixa em comparação com a alta taxa de uso do celular. Nem todos os usuários correm o risco de desenvolver a doença, somente aqueles que têm outros fatores cancerígenos ou genéticos, explica o autor.

Caso a hipótese esteja correta, a radiação do celular teria consequências menos graves para a saúde pública do que o sugerido por outros estudos epidemiológicos. Nem todos os usuários estariam em perigo de desenvolver câncer;  somente aqueles expostos a fatores cancerígenos ou que desenvolvem mutação genética espontânea.

A hipótese proposta não invalida a classificação da IARC de radiação do telefone móvel como um possível agente cancerígeno. Ela sugere, no entanto, que poderia ser improvável haver uma epidemia de câncer no cérebro, apenas um modesto aumento na prevalência.

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