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5 dicas para falar sobre fertilidade com seus pacientes

Idade é o maior fator de risco para a infertilidade, mas muitas mulheres ainda têm noções equivocadas sobre o impacto do envelhecimento na fertilidade. De acordo com um estudo realizado em Nova Jersey, nos EUA, apenas 25% das mulheres falam com seus médicos sobre o tema. Então, como os profissionais de saúde podem incorporar essa discussão nas consultas? Veja cinco dicas:

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Comece a conversa o mais cedo possível: a maioria das mulheres na faixa dos 30 acredita que ainda tem muito tempo para ter filhos. Isso pode ser verdade, mas é importante que o médico inicie essa conversa cedo, enquanto o tempo ainda está a favor.

Faça perguntas objetivas: então, como iniciar essa conversa? Comece com perguntas simples e diretas, como “Você pensa em ter uma família no futuro?” ou “Ter filhos está nos seus planos?”. Aproveite a oportunidade para construir a confiança com a paciente, além de fornecer as informações relevantes sobre fertilidade.

Ouça às preocupações: sua paciente está preocupada porque teve apendicite no passado? Ouça, faça uma análise e peça exames, se necessário. Lembrando que algumas condições podem afetar a fertilidade: história de cirurgia abdominal, endometriose e problemas menstruais.

Fale sobre o estilo de vida da paciente: uma das causas mais comuns de infertilidade é o tabagismo. Converse com sua paciente sobre as mudanças no estilo de vida que ela pode fazer para melhorar sua fertilidade.

Esclareça os mitos do congelamento de óvulos: em geral, a fertilidade feminina diminui gradualmente a partir dos 32 anos de idade e decai mais rapidamente aos 37 anos. Por volta dos 40, a maioria das mulheres não consegue sustentar uma gravidez bem sucedida. Essas mulheres, assim como as com fatores de risco, que estão tentando engravidar, precisam saber que é melhor procurar ajuda cedo.

Compartilhe informações realistas sobre os tratamentos de fertilidade e preservação. Congelamento de ovos é, provavelmente, a opção mais discutida para proteger a fertilidade feminina, mas o procedimento não garante a concepção no futuro.

Um estudo de 2015 do Journal of the American Medical Association revelou que as taxas de nascidos vivos por fertilização in-vitro era de 47,1% para os óvulos congelados. As mulheres não podem presumir que o congelamento de óvulos irá garantir eventual maternidade.

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Referências:

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  • http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC1592249/pdf/10995_2006_Article_110.pdf
  • Reproductive Medicine Associates of New Jersey. Trends in Infertility 2016: Survey and Report. April 21, 2016. http://www.rmanj.com/2016/04/trends-in-infertility-2016-survey-and-report/]
  • American College of Obstetricians and Gynecologists. Committee Opinion. Female age-related fertility decline. Number 589. March 2014. http://www.acog.org/Resources-And-Publications/Committee-Opinions/Committee-on-Gynecologic-Practice/Female-Age-Related-Fertility-Decline
  • Mesen TB, Mersereau JE, Kane JB, Steiner AZ. Optimal timing for elective egg freezing. Fertil Steril. 2015;103:1551-1556. http://www.fertstert.org/article/S0015-0282(15)00170-3/fulltext#sec3
  • Tips for Talking to Patients About Fertility. Medscape. Sep 12, 2016.
  • Kushnir VA, Barad DH, Albertini DF, Darmon SK, Gleicher N. Outcomes of fresh and cyropreserved oocyte donation. JAMA. 2015;314:623-624. http://jama.jamanetwork.com/article.aspx?articleid=2425734&resultClick=3

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