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ANS propõe novo modelo de atendimento ao câncer

No Brasil, o câncer é a segunda maior causa de óbito, e o número de casos estimado para esse ano é de quase 600 mil. Para enfrentar esse cenário, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) está propondo um novo modelo de cuidados em oncologia, com colaboração direta entre hospitais e planos.

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O projeto OncoRede, lançado nesta quarta-feira, dia 5, propõe um conjunto de ações integradas para organizar o caminho do paciente dentro da rede e aprimorar a prestação dos serviços de saúde, oferecendo assim um diagnóstico mais preciso, estímulo à adoção de boas práticas no atendimento e melhorias nos indicadores de qualidade da atenção ao câncer.

A partir de agora, operadoras de plano de saúde e prestadores (hospitais e clínicas) que quiserem implementar as novas medidas devem enviar seus projetos à ANS. Os modelos serão monitorados pelo período de um ano, e os que se mostrarem viáveis poderão ser replicadas para o conjunto do setor.

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De acordo com a diretora da ANS, os principais problemas que afetam os cuidados aos pacientes com câncer dizem respeito à qualidade e integração do diagnóstico e à ausência de coordenação entre os cuidados prestados nos diferentes níveis da rede de saúde. Hoje, o paciente fica perdido entre consultas e exames, até que possa iniciar seu tratamento.

Premissas do novo modelo

  • Cuidado centralizado no paciente
  • Informação completa e qualificada
  • Screening e diagnóstico precoce e de qualidade
  • Articulação da rede de cuidado e acompanhamento do paciente

Principais medidas

  • Laudo integrado de exames que facilite e torne mais efetivo o tratamento;
  • Sistema de registro eletrônico de saúde para que a informação seja compartilhada entre os profissionais que realizam o cuidado e o próprio paciente;
  • Alerta de exames críticos para garantir que os resultados cheguem ao paciente e ao médico;
  • Times multiprofissionais e grupos de decisão para a melhor definição de linhas de cuidado;
  • Articulação da rede de estabelecimentos que irão cuidar do paciente;
  • Assistente do cuidado para acompanhar percurso assistencial e monitorar dificuldades do paciente;
  • Estruturas de cuidado paliativo e tratamento de suporte, em especial para quem não teve resposta aos demais tratamentos;
  • Capacitação e treinamento de profissionais;
  • Rastreamento adequado, de alta sensibilidade, reprodutibilidade e com evidências de que os benefícios potenciais superam os danos físicos e psicológicos;
  • Modelos diferenciados de remuneração de prestadores, com foco na qualidade e nos resultados do paciente, e não no volume de procedimentos.

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Clique aqui para ver a proposta completa da ANS.

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Referências:

  • http://www.ans.gov.br/aans/noticias-ans/qualidade-da-saude/3527-projeto-oncorede-propoe-novo-modelo-de-cuidado-ao-cancer

 

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