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Tromboembolismo venoso na gestação: novas recomendações para prevenção

Tromboembolismo venoso é uma das principais causas de morbimortalidade materna no ocidente. Durante a gestação, a frequência é ainda maior. Pensando nisso, a National Partnership for Maternal Safety fez uma revisão da diretrizes atuais para criar recomendações atualizadas para profilaxia.

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Veja os principais pontos das novas recomendações:

  • Avaliação

Todas as mulheres grávidas devem se submeter à avaliação de risco. Esta deve ser feita durante a primeira consulta pré-natal, em qualquer hospitalização antes do parto e para o nascimento, imediatamente após o parto e depois da alta. Os médicos devem utilizar ferramentas padronizadas, como os sistemas Caprini e Padua.

Veja também: ‘Tromboembolismo Pulmonar: Filtro de VCI diminui mortalidade?’

  • Tratamento

Mulheres com alto risco para tromboembolismo devem receber profilaxia, de acordo com a situação clínica ou fatores de risco:

– mulheres hospitalizadas antes do parto por três ou mais dias: tratamento com heparina de baixo peso molecular; ou heparina não fracionada para pacientes com história de múltiplos episódios de tromboembolismo, trombofilia com alto risco de tromboembolismo ou tromboembolismo com trombofilia adquirida.
– mulheres hospitalizadas antes do parto por três ou mais dias, sem risco alto para sangramento ou parto iminente: heparina de baixo peso molecular uma vez ao dia ou heparina não fracionada duas vezes ao dia.
– mulheres com história de tromboembolismo ou trombofilia, submetidas ao parto vaginal / mulheres submetidas à cesariana e que não estão recebendo profilaxia farmacológica: profilaxia mecânica durante o parto, com uso de dispositivos de compressão pneumática no leito. Após o parto, tratamento com heparina de baixo peso molecular ou heparina não fracionada pode ser utilizado em mulheres com alto risco.

E mais: ‘Rivaroxabana eficaz no tromboembolismo venoso em pacientes com câncer’

Pesquisadores americanos destacam a necessidade de mais estudos sobre o assunto, para compreender com mais clareza sobre o melhor tratamento.

A presença de fatores de risco aliada à gravidez requer atenção especial. Diagnóstico tardio, tratamento inadequado e profilaxia imprópria podem levar à morte materna. Fique ligado!

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Referências:

  • National Partnership for Maternal Safety: Consensus Bundle on Venous Thromboembolism. Obstetrics & Gynecology. DOI: 10.1097/AOG.0000000000001579
  • New Guidance on Preventing Thromboembolism During Pregnancy. Medscape. Sep 12, 2016.

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