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Imuno-oncológico pode dobrar sobrevida de pacientes com câncer

Uma droga imuno-oncológica está sendo considerada um “divisor de águas” por pesquisadores de câncer após um ensaio clínico bem-sucedido. No estudo, as taxas de sobrevivência depois de um ano foram duas vezes maior entre pacientes tratados com a droga – Opdivo (nivolumabe) – em comparação aos que receberam quimioterapia.

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Para o estudo, pesquisadores recrutaram 361 pacientes com câncer de cabeça e pescoço, que falharam em responder à quimioterapia. Normalmente, pessoas nessa condição tendem a viver por menos de seis meses.

Os autores do estudo trataram 240 desses participantes com nivolumabe e 121 com um dos três tipos diferentes de quimioterapia. Dos que receberam o medicamento, 36% permaneceram vivos após um ano, em comparação com apenas 17% das pessoas no grupo de quimioterapia.

Segundo os pesquisadores, o estudo indica que é possível estender a vida de um grupo de pacientes que não tem outras opções de tratamento existentes, sem piora na qualidade de vida.

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No geral, o tempo médio de sobrevivência para aqueles tratados com nivolumabe foi de 7,5 meses, em comparação com 5,1 meses para aqueles que receberam quimioterapia. Além disso, apenas 13% dos pacientes que receberam nivolumabe relataram efeitos colaterais físicos, sociais ou emocionais, em oposição a 35% das pessoas no grupo de quimioterapia.

Curiosamente, a droga foi particularmente bem sucedida no tratamento de doentes cujos tumores foram infectados com HPV, permitindo que essas pessoas possam sobreviver por um período médio de 9,1 meses. Em contraste, os pacientes de quimioterapia com tumores infectados com HPV viveram durante apenas 4,4 meses.

O nivolumabe foi aprovado pela ANVISA em abril desse ano.

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Referências:

  • http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMoa1602252#t=articleTop
  • http://www.iflscience.com/health-and-medicine/game-changing-immunotherapy-drug-doubles-cancer-survival-rates/

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