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Café causa arritmias em pacientes com insuficiência cardíaca?

O café é altamente consumido no Brasil. Somos grandes produtores e já faz parte do hábito nacional o consumo diário da bebida. Muito se discute sobre os benefícios e malefícios do café e todos os anos novos estudo são publicados.

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Acredita-se que o consumo de cafeína é associado ao aumento do risco de arritmias ventriculares, especialmente em pacientes com doenças cardiovasculares, porém os dados que apoiam esta premissa são baseados em poucos estudos observacionais.

Um estudo crossover brasileiro avaliou o efeito a curto prazo do consumo de altas doses de cafeína em 51 pacientes com insuficiência cardíaca, disfunção sistólica moderada a grave (fração de ejeção média 29%), média de idade de 61 anos; 61% dos pacientes tinham CDI implantados.

Após sete dias de abstinência de cafeína, os pacientes foram randomizados para receber 100mL de café descafeinado e uma cápsula com 100 mg de cafeína (uma dose comum em um copo da bebida) ou placebo. A ingestão combinada  de café mais cápsula foi horária, durante cinco horas, totalizando a ingestão de 500 mg de cafeína.

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Em seguida, após a ingestão da última dose, os pacientes foram submetidos a um teste de esforço, com monitorização eletrocardiográfica. Após sete dias de nova abstinência, os pacientes foram trocados de grupo.

Avaliando a variação de frequência cardíaca, o número de extra sístoles ventriculares ou supra ventriculares, episódios de taquicardia não sustentada ventricular ou supra ventricular, não houve nenhuma diferença entre os grupos. A cafeína não alterou a duração média do exercício, frequência cardíaca máxima, arritmias ou consumo máximo de oxigênio. Uma pequena diferença nos picos de pressão arterial sistólica ou diastólica foi observado, porém sem relevância clínica.

O estudo aponta sinais tranquilizadores sobre o consumo de cafeína quando avaliamos arritmias ventriculares ou atriais, em pacientes com alto risco destes eventos. Porém, fica claro que estudos maiores, com avaliações diversificadas sobre o cenário do consumo de café, são necessários para aplicação clínica.

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