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7 fotos que mostram práticas bizarras da medicina antigamente

Nos séculos passados, as pessoas eram expostas à procedimentos severos e medicamentos totalmente experimentais. Já mostramos aqui alguns aparelhos ‘macabros’ utilizados em tratamentos que hoje seriam considerados absurdos. Veja agora algumas das práticas mais estranhas da medicina antigamente.

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Teste de gravidez com coelhos

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Como você pode imaginar, a história do mundo é cheio de técnicas bizarras que foram usadas para testar para a gravidez. Nos anos de 1920 a 1930, dois ginecologistas alemães descobriram que o HCG era produzido pela placenta. Com base nos achados, eles desenvolveram o teste do coelho, que consistia em injetar a urina da mulher nos ovários de coelhos fêmeas. O animal era examinado ao longo dos próximos dias e se apresentasse mudanças no metabolismo, significava que o HCG estava presente e a gravidez era confirmada. O teste foi utilizado amplamente até a década de 50.

Xarope da Sra. Winslow

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Durante os séculos 19 e 20, a comunidade científica realizou muitos testes com novos medicamentos. Em alguns casos, empresas aproveitaram o momento para lançar produtos potencialmente perigosos. Um exemplo disso foi o “Mrs Winslow’s soothing syrup”, ou “Xarope reconfortante da Sra. Winslow”, em tradução livre, comercializado pela primeira vez em Maine, nos EUA, em 1849.

O produto foi anunciado como um “calmante para qualquer ser humano ou animal”, e foi direcionado, especificamente, para crianças inquietas. A fórmula consistia de uma grande quantidade de sulfato de morfina, ópio em pó, carbonato de sódio e amônia.

O xarope foi amplamente utilizado durante o século 19 para acalmar crianças agitadas e ajudar os bebês a dormir. O produto funcionava diminuindo a frequência cardíaca dos usuários. No início do século 20, o xarope começou a ganhar uma reputação por matar bebês pequenos. Em 1911, a Associação Médica Americana condenou publicamente o produto, que saiu oficialmente das prateleiras em 1930.

Heroína para tratar tosse em crianças

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Em 1897, os químicos da farmacêutica Bayer começaram a experimentar com diacetilmorfina, popularmente conhecida como heroína. A partir de 1898 até 1910, a empresa vendeu a substância ao público, comercializada sob o nome de “heroína”, inspirado nas sensações que os pacientes diziam sentir.

Em poucos meses, a heroína foi comercializada como um substituto da morfina, remédio para enfermidades pulmonares  e até antitussígeno para crianças. O produto era duas vezes mais potente do que a própria morfina e causou dependência em inúmeras pessoas.

A doença mental dos escravos

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A “Drapetomania” era uma doença mental, proposta por um médico americano em 1851, que levava escravos a fugir do cativeiro. Este diagnóstico foi publicado no New Orleans Medical and Surgical Journal, no qual o médico argumentou que a tendência de fuga dos escravos era, na verdade, um distúrbio mental, que podia ser prevenido e tratado com altos índices de sucesso.

Além de identificar a “doença”, o médico também prescreveu um remédio: chicotear todos os escravos que parecessem irritados ou insatisfeitos, e amputar, quando “apropriado”, os dedos dos pés.

Histeria feminina

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A histeria feminina foi um diagnóstico médico muito comum na era vitoriana (1837-1901), encontrado exclusivamente em mulheres. Irritabilidade, insônia, ansiedade, dores de cabeça, falta de apetite, entre outros sintomas, eram diagnosticados como “histeria feminina”.

Acreditava-se que a doença era causada por perturbações no útero associadas a insatisfação sexual. As pacientes passavam por sessões de massagem pélvica, no qual o médico estimulava manualmente as genitais femininas, até que ela experimentasse o que era conhecido como “paroxismo histérico” (orgasmo).

Por volta de 1870, os médicos perceberam que uma nova invenção elétrica poderia ajudar a técnica de massagem vaginal. Assim nasceu o primeiro vibrador, desenvolvido e usado em um asilo na França para o tratamento da histeria feminina. Durante décadas, esses dispositivos estavam disponíveis apenas para os médicos para o uso em massagens pélvicas.

Eletricidade para tratar impotência sexual

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No final do século 19, as maravilhas da eletricidade passaram a ser conhecidas por todos, inclusive pelos cientistas que queriam curar a impotência sexual. Camas eletrificadas, cintos eléctricos e outros dispositivos foram anunciados como sendo capazes de “retornar o poder masculino”. Nem precisamos dizer que a “invenção” não deu nem um pouco certo.

Sangria

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A sangria foi uma das práticas médicas mais duradouros e populares da história, usado até o século 19 para tratar quase todos os males. A teoria era de que o corpo estava cheio de quatro fluidos (sangue, fleuma, bile amarela e negra) e qualquer desequilíbrio neles era a raiz de todas as doenças.

Eles acreditavam que o sangue poderia ocupar mais espaço e causar esse desequilíbrio e, assim, praticavam a sangria para dar mais espaço para os outros fluídos e, em teoria, tratar as doenças.

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Referências:

  • http://listverse.com/2010/11/23/top-10-shocking-historical-beliefs-and-practices/
  • http://www.cracked.com/article_15669_the-10-most-insane-medical-practices-in-history.html

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