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Reposição de vitamina D – para quem?

Muito se discute sobre os benefícios da vitamina D. Cada vez mais tem sido utilizada nas diferentes especialidades médicas, tornando-se frequente nas prescrições terapêuticas. Entretanto, não há consenso quanto ao perfil de paciente a repor vitamina D e o nível sérico a ser atingido.

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Com base em estudos populacionais sobre homeostase do cálcio e saúde óssea, os valores de corte da vitamina D (25OHD) variam de 20 a 32 ng/mL (50 a 80 nmol/L). Para correção do hiperparatireoidismo secundário, redução do risco de quedas e fraturas e a máxima absorção de cálcio, o melhor ponto de corte de 25OHD parece ser de 30 ng/mL (75 nmol/L). Dessa maneira, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM) está de acordo com a seguinte classificação:

Concentrações séricas abaixo de 20 ng/mL (50 nmol/L) são consideradas como deficiência, entre 20 e 29 ng/mL (50 e 74 nmol/L) como insuficiência e entre 30 e 100 ng/mL (75 e 250 nmol/L) como suficiência.

Entretanto, não se recomenda a avaliação da 25OHD para a população geral, considerando-se o custo dessa mensuração e o beneficio terapêutico. Os principais grupos de risco nos quais a dosagem sérica está indicada são:

  • pacientes com raquitismo, osteomalácia e osteoporose;
  • idosos com risco de quedas e fraturas;
  • obesos;
  • grávidas e lactentes;
  • pacientes com síndromes de má-absorção (inclusive, cirurgia bariátrica), insuficiência renal ou hepática, hiperparatireoidismo, medicações de uso prolongado que interfiram no metabolismo da vitamina D (anticonvulsivantes, glicocorticoides, antifúngicos, antirretrovirais, colestiramina, orlistat), doenças granulomatosas e linfomas;
  • e qualquer condição que limite a exposição solar, podendo causar hipovitaminose D.

Portanto, a dosagem indiscriminada de 25OHD aumenta os custos à Saúde, sem real benefício clínico. Precisamos ser mais criteriosos na hora de solicitar, já que se trata de um exame de sangue liberado pela maioria dos convênios de saúde, sendo incluído frequentemente nos exames rotineiros das consultas de check up. Além disto, a reposição de vitamina D apresenta mínimos efeitos colaterais, podendo ser encontrada em qualquer farmácia, sem exigir receita médica, encorajando o uso sem indicação terapêutica precisa.

Autor:

alexandrepereira

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Referências:

  • Recomendações da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) para o diagnóstico e tratamento da hipovitaminose D – Arq Bras Endocrinol Metab. 2014;58/5

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