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A próxima fronteira médica: o microbioma humano

A tecnologia entrou no campo da medicina com o objetivo de eliminar todas as doenças. Com cada vez mais investimentos, veremos mais avanços médicos nos próximos 10 anos do que no último século.

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O criador do Facebook, Mark Zuckerberg, e sua mulher, Priscilla Chan, anunciaram, recentemente, um investimento de três bilhões de dólares para prevenir, curar ou, pelo menos, controlar todas as doenças do mundo. Google está desenvolvendo lentes de contato para o monitoramento da glicose. As empresas de tecnologia estão cada vez mais inseridas na saúde.

Tecnologia e a medicina

Já é comum usar dispositivos para monitor atividades físicas, ciclos de sono e níveis de estresse. Esses dados são enviados para servidores através de smartphones, que contêm inúmeros apps para controlar órgãos vitais e avaliar estados emocionais e psicológicos.

Há também o sequenciamento do genoma humano, concluído em 2001 por cerca de três bilhões de dólares. Hoje, é possível fazer o procedimento por cerca de mil dólares. Com os custos caindo tão rápido, até 2022 o sequenciamento pode ser mais barato do que um exame de sangue.

Há também os avanços em próteses feitas com impressora 3D. Uma empresa, UNYQ, por exemplo, é “impressão” novos membros para pessoas com deficiência. EKSO Bionics desenvolveu exoesqueletos robóticos para ajudar a caminhada paralisado novamente. Second Sight está vendendo uma prótese aprovado pela FDA artificial retina, o Argus II, que fornece visão limitada, mas funcional para as pessoas que perderam a visão devido à retinite pigmentosa, uma doença da retina.

Mais amostras e ferramentas como, por exemplo, o Watson da IBM, estão ajudando os cientistas a compreender como os genes afetam a saúde das pessoas; como o ambiente, a comida e os medicamentos afetam a complexa interação entre os genes e os organismos.

Veja também: ‘A tecnologia está mudando a medicina; veja como’

A próxima aposta

Para os cientistas, a próxima grande fronteira médica é o microbioma humano.

Um exemplo das possibilidades: crianças que nascem com uma predisposição genética para diabetes tipo 1. Pesquisadores acompanharam o que aconteceu com as bactérias do estômago de crianças desde o nascimento até o seu terceiro ano de vida e descobriram que aqueles que se tornaram diabéticos tinham sofrido uma redução de 25% na diversidade das suas bactérias intestinais (possivelmente por causa de antibióticos).

Os cientistas também encontraram uma correlação entre o microbioma e a obesidade. É possível que as bactérias no organismo tenham relação com a produção de gordura.

Dentro de alguns anos, o genoma, o microbioma, o comportamento e o meio ambiente serão todos mapeados e medidos. Sistemas médicos de prescrição baseados em inteligência artificial vão ajudar as pessoas a viverem melhor e por mais tempo.

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Referências:

  • http://singularityhub.com/2016/10/26/medicine-will-advance-more-in-the-next-10-years-than-it-did-in-the-last-100/

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