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Novas diretrizes estabelecem limites para o uso de eletrônicos por bebês e crianças

Segundo as novas diretrizes publicadas pela Academia Americana de Pediatria (AAP), crianças de 18 a 24 meses de idade podem se beneficiar com o uso moderado de aparelhos eletrônicos.

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As novas diretrizes recomendam que crianças com até dois anos de idade sejam expostas a não mais do que uma hora de programação de alta qualidade (desenhos e outros programas infantis) por dia. Esse uso tem que ser monitorado pelos responsáveis, que devem ajudar a entender e integrar a experiência.

Por exemplo, de 12 a 24 meses de idade, crianças podem começar a aprender novas palavras a partir dos vídeos de aprendizagem disponíveis na Internet, mas apenas se seus responsáveis fizerem parte da experiência, ensinando novamente as palavras e usando os vídeos como uma ponte para construir as competências linguísticas.

A tecnologia tem o potencial para proporcionar oportunidades envolventes para a educação. No entanto, isso só acontecerá se as famílias estiverem conscientes dos limites de tempo e a qualidade do conteúdo consumido. A introdução de meios de comunicação não-próprios para crianças jovens está associada a pior função executiva, dificuldades no início do sono, menor duração total do sono e aumento do índice de massa corporal.

Para outras idades, a APP:

  • Crianças com idade inferior a 18 meses: recomenda que não tenham qualquer interação com mídias, com exceção no caso de videochamadas para conversar com familiares distantes.
  • Crianças entre 2 e 5 anos: recomenda limitar a interação à programas de alta qualidade, sem ultrapassar uma hora por dia e sempre com a presença dos responsáveis.
  • A partir dos 6 anos: recomenda estabelecer limites relativos ao tempo e tipo de utilização. O uso não deve perturbar o sono, atividade física e outros comportamentos saudáveis.

Por fim, a AAP recomenda que os pais estabeleçam momentos “desconectados” para toda a família, durante uma refeição ou outra atividade em conjunto.

Pediatras e outros profissionais de saúde podem ser recursos úteis para as famílias que procuram aconselhamento específico sobre como desenvolver e individualizar as regras e diretrizes da família. De acordo com dados da APP, apenas 16% dos pediatras perguntam às famílias sobre o uso da mídia; e apenas 29% dos pais relatam confiar em seu pediatra para aconselhamento sobre difusão e mídia social.

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Os pesquisadores deixam claro que a recomendação não significa que os pais têm que necessariamente introduzir a mídia. Não há problemas em não introduzir naquele momento, porque as crianças vão recuperar o atraso, especialmente quando eles vão para a escola.

Veja o documento completo da APP clicando aqui.

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Referências:

  • http://pediatrics.aappublications.org/content/early/2016/10/19/peds.2016-2593

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