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Sarampo ainda é ameaça

Apesar de uma diminuição global significativa de 79% nas mortes de sarampo entre 2000 e 2015, quase 400 crianças ainda morrem da doença todos os dias, de acordo com um relatório divulgado em novembro na Morbidity and Mortality Weekly Report.

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De acordo com os dados, entre 2000 e 2015, estima-se que 20,3 milhões de mortes por sarampo foram impedidas por campanhas de vacinação em massa e um aumento global da cobertura de vacinação de rotina. Durante este tempo, a incidência de sarampo diminuiu 75%, de 146 para 36 casos por 1 milhão de pessoas.

O relatório também observa que o número de países que fornecem a segunda dose de vacina contendo sarampo (MCV2) nacionalmente, através de serviços de vacinação de rotina, aumentou para 160 (82%) em 2015 e a cobertura global de MCV2 foi de 61%. Em 2015, um total de 184 milhões de pessoas foram vacinadas contra o sarampo através de atividades suplementares de imunização.

Apesar do progresso desde 2000, os marcos globais de controle do sarampo de 2015 e os objetivos regionais de eliminação do sarampo não foram alcançados, informa o relatório.

Em 2015, cerca de 20 milhões de crianças não receberam vacina contra o sarampo e cerca de 134 mil crianças morreram da doença. A República Democrática do Congo, a Etiópia, a Índia, a Indonésia, a Nigéria e o Paquistão representam metade dos bebês não vacinados e 75% das mortes por sarampo.

Os surtos continuam

As lacunas na imunização de rotina e nas campanhas de vacinação em massa levaram a surtos de sarampo em vários países. Em 2015, foram notificados grandes surtos no Egipto, na Etiópia, na Alemanha, no Quirguizistão e na Mongólia. Os surtos na Alemanha e na Mongólia afetaram os idosos, destacando a necessidade de vacinar os adolescentes e adultos jovens que não têm proteção contra o sarampo, observa o relatório.

O sarampo também tende a aumentar nos países em conflito ou durante emergências humanitárias, devido aos desafios da vacinação de cada criança. No ano passado, foram notificados surtos na Nigéria, Somália e Sudão do Sul.

Veja o relatório completo aqui.

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Referências:

  • https://www.cdc.gov/mmwr/volumes/65/wr/mm6544a6.htm?s_cid=mm6544a6_x

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