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Podemos antecipar a resposta aos antidepressivos?

O stress no início da vida (ELS) e a resposta da amígdala aos estímulos estressantes podem ser mecanismos para o desenvolvimento da depressão. Pensando nisso, pesquisadores levantaram a seguinte hipótese: “É possível prever a resposta aos antidepressivos, a partir desses dois indicadores?”.

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Para avaliar se a interação da responsividade da amígdala basal e histórico de ELS tem relação com a resposta aos antidepressivos, pesquisadores analisaram dados do estudo internacional iSPOT-D. O ELS foi determinado numa escala de avaliação, e a responsividade da amígdala a rostos felizes ou temerosos em comparação com faces neutras foi medida na ressonância magnética funcional.

A amostra analisada foi de 70 indivíduos com depressão, divididos pela história de ELS e estado de remissão funcional. Os pacientes foram randomizados para escitalopram (dose média: 10,2 mg), sertralina (dose média: 59,5 mg) ou venlafaxina (dose média: 90,0 mg). Não houve relação entre resposta e antidepressivo ou dose.

Os modelos de predição foram a reatividade da amígdala a rostos felizes × ELS, reatividade a faces temerosas × ELS, e um modelo combinando ELS com ambas as medidas de reatividade. O modelo combinado apresentou sensibilidade de 89% e especificidade de 88% na determinação da resposta à terapia antidepressiva. Baixa ELS e hiporeatividade da amígdala para rostos felizes e temerosos ou alto ELS e resposta a faces felizes (recompensa social) foram associados com melhor resposta aos antidepressivos.

Uma análisa cuidadosa da história do stress no início da vida é essencial em avaliações de pacientes deprimidos. Os médicos devem reconhecer que tanto o ELS quanto a resposta às recompensas sociais podem ajudar a prever o resultado.

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Referências:

  • Human amygdala engagement moderated by early life stress exposure is a biobehavioral target for predicting recovery on antidepressants. Proc Natl Acad Sci U S A 2016 Oct 18; 113:11955. http://dx.doi.org/10.1073/pnas.1606671113
  • http://www.jwatch.org/na42559/2016/10/28/can-we-predict-response-antidepressants

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