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Sucralose em alimentos quentes pode ser nociva à saúde, aponta pesquisa

O primeiro estudo detalhado voltado para a reação térmica da sucralose alerta para os riscos do uso do adoçante em alimentos e sobremesas quentes. Realizada por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo, a pesquisa indica que, quando aquecida, a sucralose libera componentes potencialmente cancerígenos.

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O professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da Unicamp, Rodrigo Catharino, que coordena o Laboratório Innovare de Biomarcadores da universidade, junto dos pesquisadores Diogo Noin de Oliveira e Maico Menezes, concluiu que a sucralose se torna quimicamente instável quando é aquecida, liberando hidrocarbonetos policíclicos aromáticos clorados (HPACs), que são tóxicos e cumulativos no organismo humano e estão associados à incidência de diversos tipos de cânceres.

Isso acontece porque, quando o adoçante é produzido, alguns átomos de oxigênio do açúcar comum são substituídos pelo cloro. Além de fazer com que a sucralose tenha um poder maior de adoçar, esses átomos de cloro aumentam também a reatividade, tornando-a instável em temperaturas mais altas. Vale ressaltar, porém, que quando usada em temperatura ambiente, o adoçante não confere riscos ao organismo.

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As amostras foram submetidas a aquecimento em banho-maria com o objetivo de avaliar um amplo espectro de compostos perigosos formados na degradação do produto. A temperatura foi próxima a 98 graus célsius, que está perto da temperatura de cafés e chás, por exemplo. Apesar de não determinar a quantidade de tóxicos liberada e o impacto direto no organismo humano, o estudo aponta novos dados na área de toxicologia de alimentos, sugerindo efeitos nocivos à saúde de milhares de pessoas.

A sucralose é o adoçante mais consumido no mundo, principalmente por pessoas diabéticas e/ou que têm que fazer dietas especiais. É uma substância derivada do nosso açúcar de mesa, a sacarose, utilizada em substituição aos adoçantes artificiais e liberada pelos principais órgãos de segurança alimentar, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no Brasil, e o Joint Expert Committee on Food Additivies (JECFA), da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). A literatura recente, porém, tem aumentado a conscientização sobre o fato de que sua estrutura tem potencial para gerar compostos tóxicos a temperaturas altas, e a pesquisa traz contribui com informações importantes para um estudo mais aprofundado.

O estudo foi financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e os resultados foram publicados em um artigo científico no periódico online pertencente ao grupo Nature. A pesquisa também gerou a publicação no periódico online, de acesso livre, Scientific Reports.

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Referências:

  • http://www.unicamp.br/unicamp/ju/651/pesquisa-alerta-para-adicao-de-sucralose-em-alimentos-quentes
  • http://www.nature.com/articles/srep09598

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