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Alzheimer e depressão: pesquisadores identificam potenciais alvos moleculares

Diversas evidências relacionam o Alzheimer e a depressão, mas os mecanismos moleculares desta ligação são, em grande parte, desconhecidos. Como a inflamação e a sinalização da serotonina têm sido observados em ambas as doenças, pesquisadores examinaram as relações entre os oligômeros beta-amiloide (AβOs), o fator de necrose tumoral alfa (TNF-α) e os níveis de serotonina em roedores.



A administração intracerebroventricular de AβO induziu o comportamento depressivo, através da ativação do receptor 4-dependente (TLR4-dependente) de ativação da microglia, levando à atividade excessiva de TNF-α, mas não a algumas outras citocinas pró-inflamatórias.

Ao mesmo tempo, AβO reduziu os níveis de serotonina no cérebro, que, por sua vez, aumentaram os níveis de TNF-α. Além disso, a injeção de serotonina reduziu a ativação microglial induzida por AβO e a atividade de TNF-a. Desativar o TLR4 bloqueou a capacidade de AβO para induzir o comportamento depressivo.

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Os pesquisadores acreditam que esses achados podem abrir novas possibilidades para o desenvolvimento de terapias eficazes para o Alzheimer e a depressão, visando a modulação da função microglial.

Referências:

  • Ledo JH et al. Cross talk between brain innate immunity and serotonin signaling underlies depressive-like behavior induced by Alzheimer’s amyloid-β oligomers in mice. J Neurosci 2016 Nov 30; 36:12106. (https://dx.doi.org/10.1523/JNEUROSCI.1269-16.2016)
  • https://www.jwatch.org/na43035/2016/12/16/potential-molecular-targets-alzheimer-disease-related

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