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Hiperidrose: novo medicamento de uso tópico é aprovado para tratamento

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No final de junho, a Food and Drug Administration (FDA) aprovou o uso de glicopirrolato, um anticolinérgico tópico (comercializado nos Estados Unidos como Qbrexza™), para o tratamento da hiperidrose primária em pacientes com 9 anos ou mais. Estima-se que essa condição afete de 2% a 3% da população, segundo dados da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

O glicopirrolato é aplicado diretamente na pele e é projetado para bloquear a produção de suor, inibindo a ativação da glândula sudorípara. A aprovação foi baseada nos resultados de dois ensaios clínicos de fase III, ATMOS-1 e ATMOS-2, que avaliaram a eficácia e segurança do Qbrexza™ em pacientes com hiperidrose primária focal.

Os ensaios avaliaram a mudança na produção de suor após o tratamento e a proporção de pacientes que alcançaram, pelo menos, uma melhoria de quatro pontos na intensidade da transpiração em relação ao baseline.

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Efeitos adversos:

Os efeitos adversos mais comuns observados após aplicação do anticolinérgico nas axilas foram:

  • Boca seca
  • Pupila dilatada
  • Dor de garganta
  • Dor de cabeça
  • Hesitação urinária
  • Visão turva
  • Secura do nariz
  • Garganta seca
  • Olho seco
  • Pele seca
  • Constipação.

As reações cutâneas locais mais comuns foram eritema, ardência e prurido.

Contraindicações:

Qbrexza é contraindicado em pacientes com condições médicas que podem ser exacerbadas pelo efeito anticolinérgico do medicamento, como glaucoma, íleo paralítico, colite ulcerativa grave, miastenia gravis e Síndrome de Sjögren.

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Hiperidrose primária

A hiperidrose primária é um distúrbio somático do sistema nervoso simpático, resultando em sudorese excessiva além do necessário para a termorrelugação fisiológica. Normalmente, inicia-se durante a infância, com maior expressão a partir da adolescência, podendo persistir na vida adulta.

Os locais mais acometidos são: axilas, palmas das mãos e plantas dos pés. A hiperidrose está relacionada a problemas psicossociais, físicos e funcionais, comprometendo a qualidade de vida do paciente. Não é considerada um transtorno psicológico.

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*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências:

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