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Metilfenidato pode melhorar a apatia na doença de Alzheimer

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Em novo artigo publicado no American Journal of Psychiatry, pesquisadores testaram a eficácia do uso de metilfenidato no tratamento da apatia, um problema comportamental comum na doença de Alzheimer.

Para isso, foi realizado um estudo controlado por placebo (metilfenidato versus placebo) de 12 semanas, prospectivo, duplo-cego, randomizado, em veteranos de uma comunidade americana (n = 60) com doença de Alzheimer no estágio inicial.

Todos os participantes eram do sexo masculino, com idade média de 77 anos, e não apresentavam psicose ativa, demência frontotemporal ou depressão grave, embora 58% apresentassem sintomas depressivos. Cerca de 85% apresentaram hipertensão arterial e 47% doença arterial coronariana. A polifarmácia foi comum (inibidores da colinesterase 63%, antidepressivos 55% e memantina 30%).

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O desfecho primário de apatia e secundários de cognição, estado funcional e depressão foram mensurados no baseline e na 4ª, 8ª e 12ª semana.

Os resultados mostraram que o grupo que recebeu metilfenidato teve melhora significativamente maior na apatia do que o grupo que recebeu placebo na 4ª, 8ª e 12ª semana. Na 12ª semana, a melhora na cognição, estado funcional, depressão foi maior no grupo metilfenidato em comparação com o grupo placebo.

Pelos achados, os pesquisadores concluíram que o metilfenidato pode melhorar a apatia em indivíduos com doença de Alzheimer no estágio inicial. Além disso, a substância também melhora a cognição, o estado funcional e a depressão.

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*Esse artigo foi revisado pela equipe médica da PEBMED

Referências:

  • Padala PR et al. Methylphenidate for apathy in community-dwelling older veterans with mild Alzheimer’s disease: A double-blind, randomized, placebo-controlled trial. Am J Psychiatry 2017 Sep 15; [e-pub]. http://dx.doi.org/10.1176/appi.ajp.2017.17030316

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