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Transporte intra-hospitalar seguro: o que é e como fazer?

Tempo de leitura: 2 minutos.

O transporte de pacientes críticos é uma rotina na maioria dos hospitais, sendo o motivo mais frequente a necessidade de exames radiológicos (TC e/ou RM). Preparamos um texto para você que faz plantões de emergência ou CTI conhecer os riscos e as medidas preventivas para este que será um evento cotidiano na sua rotina.

O transporte é seguro?

O mais seguro para o paciente é ficar no leito. Toda mobilização envolve riscos, que será proporcional à infraestrutura, preparo da equipe e doença de base. Em um estudo nacional de um grupo do Paraná, as complicações mais frequentes foram:

  • No paciente (44%)

1. Taquicardia

i. Hiper ou hipotensão
ii. Taquipneia
iii. Agitação
iv. Dessaturação

  • No equipamento (23%)

1. Esgotamento do cilindro de oxigênio
2. Esgotamento da bateria do monitor e/ou respirador

  • Na equipe (19%)

1. Interrupções indevidas na ventilação
2. Medicação em quantidade insuficiente e/ou falha na infusão

Um estudo chinês mostrou resultados semelhantes. Outro grupo observou que as enfermarias e/ou quartos de internação são o local com maior risco no transporte e que a etapa mais sensível a erros é o preparo dos equipamentos e o check-list de segurança antes do transporte começar. Os pacientes neurocríticos e aqueles com SARA grave são os grupos com maior risco no transporte.

Como prevenir?

A prevenção é a etapa chave. Começa com o preparo do paciente, check list de equipamentos, cuidados no manuseio durante mobilização, comunicação com o setor que irá receber o paciente e racionalização do número e tempo dos exames e procedimentos solicitados fora da unidade. Em relação à equipe, não há um padrão oficial. Um artigo americano sugere uma enfermeira no paciente sem aminas e sem ventilação mecânica. No paciente grave, com aminas e/ou respirador, um médico e uma enfermeira.

Na figura abaixo fizemos um esquema com as etapas da prevenção de complicações no transporte intra-hospitalar (clique para ampliar).

transporte intra-hospitalar

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Autor:

Ronaldo Gismondi

Doutorado em Medicina pela UERJ ⦁ Cardiologista do Niterói D’Or ⦁ Professor de Clínica Médica da Universidade Federal Fluminense

Referências:

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