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Tratamento para varíola é aprovado: qual a importância desta novidade?

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Foi anunciada esta semana, pela Food and Drug Administration (FDA) dos EUA, a aprovação do tecovirimat, o primeiro medicamento com indicação para o tratamento da varíola. Em 1980, a doença foi declarada erradicada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Então, por que esta aprovação em 2018?

O tecovirimat veio como uma resposta à possibilidade de a varíola ser usada como arma biológica. O medicamento é o primeiro produto a receber um comprovante de revisão de prioridade de contramedidas médicas de ameaça material, que oferece incentivos adicionais para certos produtos médicos destinados a tratar ou evitar danos causados ​​por ameaças químicas, biológicas, radiológicas e nucleares específicas.

A eficácia da tecovirimat contra a varíola foi demonstrada em estudos de animais infectados com vírus intimamente relacionados com o da varíola. Como o estudo em humanos não era viável, o tecovirimat foi aprovado sob a regra de animais da FDA, que permite que os resultados de estudos em animais apoiem uma aprovação.

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Sobre a varíola

Varíola é uma doença altamente infecciosa caracterizada por febre, erupção cutânea e alta taxa de mortalidade, que já foi responsável por 10% de todas as mortes do mundo.  A erradicação global da doença foi considerada uma das maiores conquistas da medicina moderna.

Uma combinação incomum de fatores facilitou a erradicação:

  • Seres humanos eram o único reservatório conhecido para o vírus
  • Não existia estado de portador assintomático
  • Uma vacina eficaz estava disponível
  • A vacinação de contatos resultou na prevenção ou modificação da doença

Embora não tenha havido casos relatados desde então, o interesse contínuo por esse vírus permanece devido à preocupação com a varíola como potencial agente de bioterrorismo.

A doença ocorria em duas formas: varíola maior, que era uma doença grave (taxa de mortalidade de 30 a 50% no indivíduo não vacinado) e varíola menor, que era uma infecção mais leve (taxa de mortalidade inferior a 1%). As duas formas são causadas por diferentes cepas do vírus. Complicações da infecção por varíola incluíam infecções bacterianas secundárias da pele, ceratite de ulcerações da córnea e encefalite.

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Autora:

Dayanna de Oliveira Quintanilha

Médica no Hospital Naval Marcílio Dias ⦁ Residência em Clínica Médica na UFF ⦁ Graduação em Medicina pela UFF ⦁ Contato: dayquintan@hotmail.com

Referências:

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