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Você sabe diagnosticar e tratar a hipertensão pulmonar? – Especial PEBMED

Tempo de leitura: 2 minutos.

hipertensão arterial pulmonar (HAP ou HP) é definida como a pressão média nas artérias pulmonares (PAPm) ≥ 25 mmHg (medida direta por RHC). Essa condição surge na vida do clínico em três cenários principais: no ecocardiograma de rotina em paciente oligossintomático mostrando PSAP > 30 mmHg, dispneia e/ou angina ou na síndrome de insuficiência cardíaca direita.

A HP é classificada em cinco tipos conforme a etiologia:

  • Tipo 1: HAP primária
  • Tipo 2: doenças do lado esquerdo do coração (PH-LHD, pulmonary hypertension due to left heart disease); é a forma mais comum.
  • Tipo 3: doenças pulmonares – é o cor pulmonale, e inclui DPOC e doenças intersticiais.
  • Tipo 4: embolia pulmonar (TEP) crônica.
  • Tipo 5: diversas causas.

Ao se deparar com uma PSAP elevada no ECO (> 30 mmHg), temos então duas opções: pedir um cateterismo direito (RHC) para confirmar ou ir direto pesquisando qual subtipo de HP estamos lidando. Saiba mais sobre como abordar cada tipo de HP aqui!

Tratamento da hipertensão arterial pulmonar

O tratamento depende da sua causa:

Tipo 1 HAP primária ou idiopáticaHIV

Colagenoses

Cirrose

Epoprostenol ou treprostinilBosentan ou Ambrisentan

Sildenafil ou tadalafil

Selexipag

Riocigaut

Tipo 2 Cardiopatia Trate a cardiopatia± diurético

± vasodilatores

± oxigênio

Tipo 3 Doenças pulmonares OxigênioBroncodilatadores

± corticoide

Tipo 4 TEP crônico Anticoagulação plenaRiociguat
Tipo 5 Outras causas Trate a doença de base

Este tratamento é dividido em medidas gerais, para alívio sintomático, e terapias específicas para HAP, que nos estudos mostraram melhora sintomática e/ou de sobrevida. A terapia específica só está indicada nos pacientes tipo 1 de HAP. Saiba mais sobre o tratamento específico aqui!

E a hipertensão portopulmonar?

A hipertensão portopulmonar (POPH, portopulmonary hypertension) é um dos tipos 1 de hipertensão pulmonar. No caso da POPH, há duas formas mais comuns de apresentação clínica:

  1. Dispneia e angina. A dispneia é desproporcional à congestão pulmonar e/ou ascite.
  2. Síndrome de insuficiência cardíaca direita, com turgência jugular patológica (TJP), ascite refratária e edema de membros inferiores (MMII). Como em cirróticos a ascite é comum, um edema de MMII e/ou TJP desproporcionais ao grau de ascite devem chamar a atenção do médico para cardiopatia associada.

O processo diagnóstico envolve gasometria arterial e ecocardiograma como exames complementares iniciais. Nessa etapa, há um problema crucial: o ECO é um método simples e não invasivo, mas ele estima a PSAP de modo indireto, a partir do jato regurgitante tricúspide. Por isso, pode ser influenciado por congestão sistêmica e errar, para mais ou para menos, a estimativa da PSAP. A alternativa, o padrão-ouro, é o cateterismo direito (RHC, right heart catheterization). Saiba mais sobre o diagnóstico e tratamento dessa condição aqui!

Autor:

Ronaldo Gismondi

Doutorado em Medicina pela UERJ ⦁ Cardiologista do Niterói D’Or ⦁ Professor de Clínica Médica da Universidade Federal Fluminense

Um comentário

  1. Edelson dos santos oliveira filha

    Muito bom, gkstei muito tirou algumas duvidas
    Vou fica acopanhanado voçês

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